Era uma vez um cão muito malvado. Ele costumava saltar sobre as pessoas e as mordia sem que elas pudessem evitá-lo.
Bastante aborrecido com isso, seu dono pendurou-lhe um sino no pescoso, o que daria alarme da presença do cão.
Primeiro, o cão se aborreceu com o badalar do sino; depois, sentiu-se orgulhoso e passeava na praça, exibindo-se.
Um velho cão lhe disse:
- Por que tanto orgulho? Imaginas que o sino é uma condecoração? Não vês que é um aviso para que todos te evitem?
Nem sempre ser conhecido é ser admirado.
Fábulas de Esopo. Texto em português de Guilherme de Figueredo. rio de Janeiro, edições de ouro, 1963.
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